A EDUCAÇÃO COMO CAMINHO DE RESSOCIALIZAÇÃO: estudo de caso na unidade prisional regional de Iporá, Goiás
DOI:
https://doi.org/10.56797/ao.vi10.234Palavras-chave:
Educação prisional, Ressocialização, Políticas PúblicasResumo
O tema desta pesquisa foi a educação no sistema prisional como um mecanismo essencial para romper ciclos de marginalização, oferecendo aos detentos oportunidades de ressignificação pessoal e social. Este estudo, desenvolvido na Unidade Prisional Regional de Iporá (GO), teve por objetivo analisar como os programas educacionais impactam a ressocialização, considerando seus efeitos na Educação Básica e nos princípios de dignidade e reinserção social. A pesquisa, de natureza qualitativa, combinou análise documental (políticas públicas, currículos e registros institucionais), entrevistas semiestruturadas com detentos, educadores e gestores, e observação participante em aulas, permitindo capturar as complexidades dessas iniciativas. Os dados revelaram que a educação fortalece a autoestima, amplia horizontes profissionais e reduz comportamentos antissociais, destacando-se como um direito fundamental e não apenas uma obrigação legal. Os resultados apontaram para a necessidade de políticas públicas robustas que garantam acesso contínuo e qualidade pedagógica, reduzindo a reincidência e facilitando a reintegração. Além disso, evidenciou-se que o investimento em educação prisional beneficia toda a sociedade, promovendo segurança e coesão social. Recomenda-se, para estudos futuros, a investigação de modalidades alternativas (como EaD) e a eficácia comparativa de diferentes metodologias educacionais nesse contexto.
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