O ABUSO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES COMO FORMA DE VIOLÊNCIA: reflexões e formas de enfrentamento em uma escola municipal do 1° grau em Trindade, Goiás - Brasil

Autores

  • MARGARETH LARA VEIGA

DOI:

https://doi.org/10.56797/ao.vi10.271

Palavras-chave:

abuso sexual infantojuvenil, violência estrutural, proteção escolar, formação docente, rede de proteção

Resumo

O abuso sexual contra crianças e adolescentes constitui uma das formas mais graves de violação dos direitos humanos, permanecendo como problema estrutural e cultural na sociedade brasileira, apesar dos avanços legais e institucionais. Nesse contexto, o estudo problematizou de que modo a escola, reconhecida como espaço de formação e proteção, responde às situações de abuso sexual infantojuvenil e quais limites ainda comprometem sua atuação. A pesquisa teve como objetivo investigar esse fenômeno, compreendendo-o como expressão de violência estrutural e cultural, bem como propor estratégias de enfrentamento no cotidiano escolar. Trata-se de uma investigação de abordagem qualitativa, desenvolvida em uma escola municipal de ensino fundamental situada no município de Trindade, Goiás, com a participação de sete professoras. A produção dos dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, aplicadas em formulário digital, e a análise foi realizada com base na técnica de análise de conteúdo. Os resultados evidenciaram que as docentes demonstram sensibilidade para identificar sinais comportamentais, emocionais e físicos associados ao abuso, porém enfrentam entraves significativos para agir de modo efetivo, entre os quais se destacam a insuficiência formativa, o medo de represálias, a ausência de protocolos institucionais e a fragilidade da articulação com a rede de proteção. Concluiu-se que o enfrentamento da violência sexual infantojuvenil exige formação continuada, educação sexual crítica, fortalecimento da escuta qualificada e ações interinstitucionais capazes de consolidar a escola como espaço efetivo de proteção da infância.

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Publicado

2026-07-18

Edição

Seção

Atividades científicas decorrentes de dissertações e teses